Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026
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Philipp Plein incendeia Milão com sua coleção SS27

Philipp Plein não veio à Milano Fashion Week para passar despercebido, acompanhamos de perto o caos cuidadosamente coreografado no lançamento da coleção SS27.

Philipp Plein incendeia Milão com sua coleção SS27
Monster trucks, fogo, cristais, alfaiataria e excesso: na SS27, Philipp Plein transformou a passarela em espetáculo, reafirmando sua vocação para a grandiosidade.

Há desfiles pensados para apresentar uma coleção. E há aqueles criados para produzir uma imagem que dificilmente será esquecida. Philipp Plein pertence, definitivamente, ao segundo grupo.

No Ippodromo, ao lado do estádio San Siro, em Milão, a apresentação da coleção Spring/Summer 2027 já anunciava, antes mesmo da entrada do primeiro look, que aquela noite não seria exatamente sobre discrição.

Nos enormes telões, uma frase anunciava as intenções da marca: "We destroy Milan." E então veio o caos cuidadosamente coreografado.

Reprodução: Launchmetrics Spotlight

Monster trucks tomaram o espaço em uma performance acompanhada por fogo e faíscas, preparando o terreno para a entrada dos modelos. Depois de algumas temporadas nas quais Philipp Plein havia adotado uma abordagem mais moderada, a SS27 marcou a volta de uma escala deliberadamente grandiosa e extravagante.

Não foi um desfile. Foi um show.

A experiência ao vivo deixa evidente uma característica fundamental do universo Plein: para a marca, roupa e espetáculo dificilmente existem separados.

O couro encontra a alfaiataria

Por trás da monumentalidade da produção havia uma coleção que continuava uma pesquisa recorrente do designer: a alfaiataria de linhas precisas.

Nos looks femininos, ela apareceu sobretudo em couro. Jaquetas de abotoamento duplo ganharam uma construção arquitetônica nas costas, com referências ao universo biker, numa conexão bastante coerente com toda a narrativa da apresentação.

Reprodução: Launchmetrics Spotlight

A mesma construção surgiu também em camurça bege, tanto em jaquetas quanto em casacos longos.

Para os homens, Plein retomou os ternos de abotoamento duplo, desta vez explorando uma cartela que passava por burgundy, verde-sálvia, marrom e verde-escuro, além de versões mais casuais em preto e branco.

Reprodução: Launchmetrics Spotlight

É interessante perceber essa tensão entre duas forças que convivem na marca: de um lado, uma alfaiataria cada vez mais estruturada; do outro, o desejo permanente pelo impacto visual.

Em Plein, uma coisa não precisa anular a outra.

Glamour sem pedir licença

Se existe algo praticamente indissociável da identidade de Philipp Plein, é o glamour.

Na SS27, ele também apareceu por meio de peças de arquivo, entre elas uma jaqueta curta e volumosa de pele branca e um minivestido preto brilhante com aplicação metálica acentuando um decote profundo.

Reprodução: Launchmetrics Spotlight

Bordados elaborados com miçangas e paetês formavam flores e correntes sobre vestidos longos e minivestidos. Estes últimos são uma das assinaturas mais reconhecíveis do designer.

E então vêm os cristais. É nesse ponto que Plein parece operar com maior clareza: seu maximalismo não surge como acidente. Ele é linguagem.

Mais é mais. E Plein sabe disso

Existe uma espécie de consenso silencioso na moda contemporânea de que sofisticação precisa significar contenção.

Philipp Plein nunca pareceu particularmente interessado nessa equação. Sua SS27 aposta no couro, no brilho, na alfaiataria marcada, no denim com cristais e em uma produção capaz de colocar monster trucks diante da plateia antes de apresentar o primeiro look.

Tudo é grande. Tudo quer ser visto.

E é justamente essa dimensão presencial que permite compreender aquilo que uma fotografia isolada talvez não consiga traduzir completamente: Plein não apresenta apenas roupas. Ele constrói uma experiência ao redor delas.

Mas o espetáculo não terminou com o último look.

Quando a apresentação chegou ao fim, o clima de celebração continuou com um show de Fat Joe, que manteve a energia da noite em alta. Em seguida, os convidados foram recebidos para uma after-party, prolongando a experiência em meio ao caos, à música e à atmosfera grandiosa que definiram a apresentação.

Divulgação/Philipp Plein

Foi um encerramento coerente com a proposta da noite: nada de uma saída discreta ou de um simples agradecimento final. Em Philipp Plein, o desfile se transforma em evento, e o evento continua muito depois da passarela.

Felipe Cavalheiro, Fernanda Ramos, Gabriela Baccin e Leonardo Bertolucci

Em Milão, a frase nos telões dizia que ele queria destruir a cidade. Metaforicamente, claro.

Mas depois de fogo, faíscas, máquinas gigantes, glamour, música e uma coleção construída para chamar atenção, uma coisa ficou bastante evidente: Philipp Plein não veio à Milano Fashion Week para passar despercebido.

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